O que fazer para evitar as armadilhas do baixo-astral no ambiente de trabalho
O baixo-astral é contagiante. No ambiente de
trabalho, é pior ainda. Rouba um tempo enorme e consome uma energia
desnecessária. Se você anda reclamando de tudo - do gosto do cafezinho à voz
aguda da secretária -, se compara aos colegas o tempo todo e passa mais tempo
fofocando que trabalhando de fato, cuidado: você caiu numa armadilha
corporativa. Perdeu o foco, a auto-estima e o entusiasmo. Romper esse ciclo
vicioso não é fácil, até porque é mais simples enxergar problema nos outros que
procurar respostas em si mesmo. 'Isso é terceirizar culpa. Se você quer
crescer, é hora de olhar para o próprio umbigo', diz Willian Bull, da
consultoria Mercer Human Resource. 'Ninguém é obrigado a ficar num trabalho se
não quer. Todo mundo tem direito de escolha, ainda que não seja a que pague
melhor', diz. Antes de tomar qualquer decisão radical, experimente virar o
disco. Um site do governo e de empresas de recursos humanos do Canadá listou
algumas atitudes simples que podem ajudar o profissional a reencontar a
motivação pelo trabalho.
1) Evite comparações
Em casos extremos, o excesso vira complexo de
perseguição. Gastar o tempo comparando como os colegas são tratados - se são
mais ou menos protegidos, mais bem ou mal pagos, se trabalham muito ou pouco -
não leva ninguém a lugar nenhum. Se você acha que está sendo realmente
injustiçado, veja se é possível fazer algo para mudar a situação. Caso
contrário, pare para pensar se está no lugar certo e para onde quer levar sua
carreira. Respirar fundo também nunca é demais.
2) Fuja de fofocas
É o inimigo da produtividade. Quando se fofoca
muito, trabalha-se pouco. É perda de tempo e de energia. Cria um ambiente de
trabalho de desconfiança e de mentiras. E nem é preciso ser o autor da fofoca
para cair nessa armadilha. Só o fato de ouvir vira um problema. Para evitar
essa praga corporativa, invente desculpas, como dizer que vai fazer uma
ligação, ou simplesmente mude de assunto quando alguém começa a falar da vida
alheia. Mudar de 'turma' e se aproximar de colegas mais focados pode ser um bom
caminho.
3) Reclamar não adianta
O típico 'reclamão' é, antes de tudo, um chato.
Antes de dar bom dia, vai logo disparando seu arsenal de problemas: o carro que
não pega, o café amargo, o chefe bravo, o fornecedor chato, a reunião que
atrasa e por aí vai. Nenhum ambiente de trabalho é perfeito. Problemas aparecem
o tempo inteiro. Reclamar por reclamar só torna insuportável o que já era ruim.
Além disso, é péssimo para a reputação do funcionário, reduz a auto-estima e
afeta o astral dos outros colegas de trabalho. Quando a situação se torna
insustentável - e tudo o que podia ser feito para melhorar foi tentado -, é
hora de pedir uma transferência para novas áreas ou a demissão. 'Todo mundo tem
sua válvula de escape, seus minutos para xingar, reclamar. Mas não dá para
alimentar o baixo-astral. É preciso romper esse ciclo vicioso, ir para novas
áreas, buscar o restinho da gasolina que ainda resta', diz Willian Bull, da
Mercer.
4)Procure um conselheiro
O funcionário desmotivado é isca fácil para o
baixo-astral. Está sujeito a fazer comparações, a fofocar, a reclamar ou a
fazer as três coisas ao mesmo tempo. Muitas vezes, ele faz isso porque está no
lugar errado. Há quem passe uma vida inteira colocando a culpa nos outros e
esqueça de olhar para o próprio umbigo. Um conselheiro profissional, também
conhecido como coaching, cai bem nessa hora. É ele quem vai apontar seus
defeitos (dizer o que ninguém tem coragem e você nunca percebeu), suas
qualidades, sugerir novos caminhos profissionais, ajudar a redescobrir o
entusiasmo. 'Nessa hora, vale buscar o desconforto, alguém que pense diferente,
que veja com distanciamento', diz Bull.
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